Pular para o conteúdo principal

Que brasileiros são esses?


Que brasileiros são esses que têm manifestado intenções de voto, respectivamente, em um candidato visivelmente despreparado para governar o país, com ideias retrógradas e até certo ponto assustadoras e em outro, vinculado a um presidiário ficha-suja e a um partido atolado em denúncias de corrupção?

Será que não sabem que o país necessita de competência, de preparo, de um programa de governo bem estruturado e que contenha estratégias para solucionar os graves problemas que vimos há tempos enfrentando diariamente, cada vez com maior intensidade?

Será que não enxergam que precisamos de propostas reais para tratar a Saúde, que agoniza nos corredores dos hospitais, desaparelhados, com paredes sujas de bolor, com tetos a ponto de despencar na cabeça dos médicos, enfermeiros e atendentes que em números insuficientes, mal remunerados e sem as mínimas condições de trabalho, resistem por amor à profissão, por compaixão aos pobres doentes ou aos doentes pobres?

Por que não compreendem que é preciso ter planos para reestruturar a Educação, fazendo-a de qualidade e instrumento de avanço em todas as demais áreas, melhorando o nível dos professores, com maiores salários, capacitação e inovação?

Por que não entendem que o caminho para o combate à violência e ao tráfico de drogas necessita de uma proposta de unificação e estruturação das polícias e de um trabalho sério de inteligência e não de enfrentamento irresponsável?

Por que não buscam alguém que se preocupe verdadeiramente com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável?

Por que não escolhem os que declaram sua real preocupação em combater a corrupção, para que reapareçam os recursos necessários à execução de todas essas melhorias?

Que brasileiros são esses? Que intenções são essas? Que pesquisas são essas?




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O bom samaritano

“Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo e o espancaram. Depois foram embora e o deixaram quase morto. Por acaso um sacerdote estava descendo por aquele caminho; quando viu o homem, passou adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu e passou adiante pelo outro lado. Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e teve compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão, onde cuidou dele” . Lucas 10,30-34. Um gay ia caminhando pela avenida Paulista, quando foi abordado e espancado por uma gang de SkinHeads. Depois que ele estava desacordado de tanto apanhar, foram embora e o deixaram ali, quase morrendo. Um pastor que passava pela mesma calçada, viu e o ignorou, seguindo adiante, a caminho do culto. Um político também passou e desviou do caminho. Afinal, nem era época de el...

Comédia: gênero menor ou maior?

  O gênero comédia, embora explorado por grandes nomes da literatura, do cinema, do teatro entre outras artes, raramente rendeu algum prêmio de destaque, tanto por autoria, atuação ou por um misto de atividades envolvidas com a sua criação. E isso só aconteceu quando a produção mesclou um pouco de drama à história, nos levando a crer que a pura comédia não esteja sendo considerada digna do topo, que esteja sendo entendida como inferior ao drama, à tragédia, ainda que, comprovadamente, de qualidade e sucesso. Exemplos não faltam. Entendida prioritariamente como um instrumento de lazer — as gargalhadas nos relaxam e nos afastam dos problemas do dia a dia — a comédia, quando bem elaborada e interpretada, pode nos levar a refletir sobre os problemas da sociedade, mas de forma leve e descontraída, tornando-se um importante canal de comunicação. Não é à toa que as crônicas de Fernando Sabino, de Lu í s Fernando Veríssimo e muitos outros tenham ido parar nas escolas, como fonte de estudo ...

A Literatura e os diversos falares

     Em relação à literatura, existem pessoas que pensam que escrever exige certo rebuscamento, certa formalidade de linguagem, como se o escrever literário tivesse, necessariamente, somente essa característica formal. Isso talvez tenha prevalecido até o século XIX. Mas no século XX, a literatura começou a incorporar mais a linguagem da rua, embora esse não tenha sido um processo tranquilo.      Buscando exemplos dessa mudança, podemos citar Allen Ginsberg, poeta americano, entre tantos da geração beat, que publicou, em 1956, “Uivo e outros poemas”, livro em que ele, homossexual declarado, muitas vezes descreve atos sexuais entre homens, usando palavras de baixo calão. Essa publicação levou, não o autor, mas o editor para o banco dos réus.    O livro foi censurado e Lawrence Ferlinghetti, da editora City Lights, foi processado por uso de linguagem crua e termos obscenos. Embora fosse uma época de direita, do macartismo dominante, a constituição am...