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Distopia e Utopia na literatura e nas artes

Foi a pandemia do Corona Vírus que nos impôs a troca dos encontros presenciais pelos virtuais. Foi ela também que inspirou o tema do V Encontro de Escritores e Autores, realizado hoje em comemoração ao aniversário de primeiro ano do evento. Os quatro primeiros aconteceram em Guarulhos/SP durante o ano de 2019 e em janeiro de 2020.

Com a crise sanitária mundial provocada pela Covid-19 e uma crise política que vem ganhando força a cada dia, nos vemos em uma realidade distópica, com muitos e mais intensos ingredientes que os criados pela literatura.

Há escritores que se consagraram na utilização de distopias e utopias em suas obras. De Platão a Gabriel Garcia Marques, de Charles Chaplin a Geoge Orwell ou Aldous Huxley,  Manoel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, The Beatles e The Doors, foram inúmeros os autores e obras citadas no debate. Seria a distopia real e a utopia imaginária? Ao menos, ao que parece, a utopia deixa de sê-la quando é alcançada e surgem então novos sonhos a serem perseguidos. Além disso, o que é distopia para uns pode ser utopia para outros e vice-versa.

Praticamente um consenso entre os participantes, na literatura não existiria uma escolha a ser feita, porque ambas, distopia e utopia, seriam complementares, coexistindo no cenário real e no imaginário. Haveria de se ter o equilíbrio entre elas. O que faria então uma obra ser boa ou ruim não seria exatamente a escolha de uma delas e sim como as duas estariam sendo tratadas na criação.

Pode ser que a atual situação de crise mundial e interna que vivemos faça brotar inúmeras obras nesse gênero. A própria situação a que todos estamos expostos, mesmo que não escritores proclamados, faz com que reflitamos sobre ela, sobre os sentimentos que faz brotar, sobre as angústias e os medos, as certezas e as incertezas, as previsões e especulações a respeito do futuro. Quanto mais incerto o futuro, maior a possibilidade de aparecerem histórias diferentes e inimaginadas.

Em tempo: Eu, particularmente, me aventurei nesse campo como iniciante, em meu livro #EsseFuturoNão! (já publicado em e-book e próximo a sair como livro físico). No meu caso, esse tipo de escrita surge da necessidade de externar a angústia de estar vivendo tudo isso.

#Distopia #Utopia #literatura #artes #pandemia #EsseFuturoNão!

Comentários

  1. Talvez os conceitos de utopia e distopia tenham fugido ao controle de seus criadores, e surgindo mutações ao longo da história com novos significados e propostas de criações tanto na arte, na cultura e na literatura.

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    1. Talvez seja a evolução natural das palavras e das formas de expressão dos autores. Obrigada por comentar!

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  2. Penso que dentro do cenário mundial no qual nos encontramos ocorre um duelo entre a distopia, que nos foi imposta, e a utopia, que paralisada em reflexão dentro de cada ser no Planeta,se prepara para retomar os seus sonhos em realizações. Serão novas utopias num Novo Mundo. Avante!

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    1. Sim, esse é o caminho: usar as distopias a serviço de nossas utopias!

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  3. Quanto mais andamos descobrimos que muito ainda falta para realizar, e que provavelmente nunca chegaremos no nosso tão sonhado desejo da mais profunda e singela civilização e desejo . sempre seremos utópicos,e distopicos em busca do nada ,e deixaremos um legado de nós em alguma estantes que passamos por esse planeta , e deixamos o nosso nome gravado em pequenas ou grandes letras obrigada Adalva Maria Alves

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  4. TALITA MARTINS SALVADOR25 de maio de 2020 às 04:42

    Como sempre foi muito bom e engrandecedor nosso encontro de ontem, realmente conseguimos comemorar com louvor nosso aniversário de 1 ano!!! Que venham mais e mais encontros assim!!! Parabéns pela matéria.

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