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Viva a primavera!

“Deixe que a vida faça contigo o que a primavera faz com as flores” dizia uma figurinha que recebi hoje pela manhã pelo whatsApp. Logo depois pude comprovar esse poder da nova estação que chega, indo para a banca de jornal buscar o “Notícias Já”, que procuramos comprar todos os dias para estimular a leitura de meu pai, que tem Alzheimer. Na rua entre a padaria e a banca existe uma amoreira. Ela está na calçada, em frente a uma casa, e todos os anos dá frutos durante o verão. Quando me aproximei da árvore, não acreditei na quantidade de amoras, vermelhinhas ali disponíveis, à altura da minha mão. Fiquei por alguns minutos saboreando aquelas maravilhas. Mesmo sabendo que ela dará frutos durante um longo período, sei que nem sempre será possível tê-los tão acessíveis, pois, depois que todos descobrirem esse milagre da natureza, a concorrência será grande e tornará mais escassos os frutos mais baixos. Peguei uma, huuumm que delícia, outra e mais outra, tomando o cuidado de não acaba...

Que brasileiros são esses?

Que brasileiros são esses que têm manifestado intenções de voto, respectivamente, em um candidato visivelmente despreparado para governar o país, com ideias retrógradas e até certo ponto assustadoras e em outro, vinculado a um presidiário ficha-suja e a um partido atolado em denúncias de corrupção? Será que não sabem que o país necessita de competência, de preparo, de um programa de governo bem estruturado e que contenha estratégias para solucionar os graves problemas que vimos há tempos enfrentando diariamente, cada vez com maior intensidade? Será que não enxergam que precisamos de propostas reais para tratar a Saúde, que agoniza nos corredores dos hospitais, desaparelhados, com paredes sujas de bolor, com tetos a ponto de despencar na cabeça dos médicos, enfermeiros e atendentes que em números insuficientes, mal remunerados e sem as mínimas condições de trabalho, resistem por amor à profissão, por compaixão aos pobres doentes ou aos doentes pobres? Por que não compreende...

Independência. Será que ela aconteceu mesmo?

Hoje é feriado no Brasil, dia de comemorar nossa independência, “supostamente“ proclamada em 07 de setembro de 1822. Dia de desfile oficial nas principais ruas das cidades, com o envolvimento dos militares apresentando suas bandas, seus carros e armas de guerra e das escolas, mostrando suas fanfarras e balizas. Todos impecavelmente uniformizados e determinados a comemorar a conquista. Impossível esquecer que hoje também faz cinco dias que perdemos o Museu Nacional do Rio de Janeiro, incinerado pela incompetência daqueles que dele deveriam cuidar, sejam eles gestores, diretores, reitores, secretários, ministros, presidentes, em exercício da função ou que já passaram por ela. Outro fato que não pode deixar de ser citado aconteceu ontem, o atentado a um candidato à presidência da república, que foi repudiado pela maioria e com seus desdobramentos e investigações ainda em curso. A um mês do primeiro turno das eleições deste ano, esses fatos acabam interligados por suas s...

Qual foto você escolhe?

E então? Qual imagem escolhe? Acredite, as duas foram tiradas no mesmo local, um terreno que fica próximo ao apartamento do meu pai, em Campinas. Durante muito tempo, sempre que eu chegava lá, ficava com meu coração apertado quando avistava do meu lado direito esse monte de lixo que aparece em uma das fotos. Um desses “pontos viciados” onde seres que não consigo nomear despejam todo o tipo de sujeira. Mas alguém poderia me perguntar: nesse bairro não tem coleta de lixo? Tem. Toda terça, quinta e sábado. Então por que fazem isso? É o que eu ficava sempre me perguntando.   A prefeitura passava pra limpar de vez em quando, mas, não durava muito. Olhando para o lado oposto, eu avistava esse lindo jardim, cultivado por uma moradora, dona Leonor. Ela passava horas do dia mexendo na terra, plantando, embelezando cada dia mais o “seu” lado do terreno. Nesse momento eu pensava: Nosso mundo é assim, tem gente pra sujar, mas, felizmente, também tem gente pra cuidar, pra emb...

Serestando na Bienal

Fechando com chave de ouro esses dias de Bienal, a doçura da seresta da Cia. Lira dos Anjos. As pessoas selecionavam as canções de uma lista e se posicionavam na janela para se deliciar com a apresentação dos músicos: Carinhoso, Trem das Onze, Eu te amo e muitas outras. Não havia quem não acompanhasse a cantoria.

Queijos brasileiros à mesa

Uma deliciosa degustação de queijos brasileiros e de suas particularidades foi o que pude experimentar hoje no espaço Cozinhando com as Palavras, na Bienal do Livro de São Paulo. Um dos objetivos era a divulgação do livro “Queijos brasileiros à mesa com cachaça, vinho e cerveja”. Entretanto, o mestre-queijeiro Bruno Cabral foi muito além disso, trazendo luz para um produto brasileiro cujo mercado vem evoluindo a olhos vistos, mas, que ainda é uma certa novidade entre os leigos como eu. Na plateia fomos convidados a provar cinco tipos de queijos brasileiros, começando com o Canastra, passando por um queijo de cabra premiado e outros de sabor mais forte. O sommelier  Manoel Beato trouxe a importância da harmonização de queijos não apenas com vinhos, mas também com cerveja e cachaça. Em resumo, foi uma saborosa experiência que com certeza me fará sair do lugar comum em termos de consumo de queijo. Pena que eu não fui uma das três pessoas que ganharam por sorteio...

Áudios livros por Whatsapp, uma forma de ler para o mundo

Você gostaria de ler mais, mas, está sem tempo para isso? Que tal participar de um grupo de Whatsapp em que outra pessoa vai te passando áudios com aproximadamente 10 minutos de leitura de um livro de sua preferência, gravados sequencialmente? Essa foi a ideia de Rodinaldo Alves dos Santos, o Rodi, chamado carinhosamente de professor Pardal pela organizadora da mesa-redonda de hoje à tarde, no espaço Papo de Mercado, da Bienal do Livro de SP. Segundo ele, adquiriu o hábito de gravar suas leituras e começou a estimular outras pessoas a fazê-lo para poder disponibilizar os áudios. Desta forma, ele diz “acabo lendo por encomenda títulos que jamais escolheria e vou me surpreendendo com o conteúdo deles”. Carli Cilene Cordeiro, segunda participante da mesa, achou muito interessante a ideia e disse que irá utilizá-la em seu projeto de leitura na empresa Porto Seguro, onde é responsável pela Biblioteca Coorporativa. Orgulhosa do projeto que se iniciou há 25 anos em uma pequena sala o...